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A última saída
Qua, 28 de Março de 2018 13:58

A última saída

Um incêndio recente num shopping na Rússia causou pelo menos 64 mortes e trouxe à tona a discussão sobre a importância de respeitar as normas de segurança contra incêndio e pânico, em especial, no que diz respeito às saídas de emergência.



Era domingo, final da tarde, em Kemerovo, capital de província homônima, localizada no sudoeste da Sibéria, quando as primeiras pessoas perceberam o fogo e a fumaça tomarem conta do andar superior do Winter Cherry Mall. Ali, lojas, cinemas e pistas de boliche estavam abarrotadas de jovens e crianças, que aproveitavam um recesso nas aulas para se divertir.


O que aconteceu exatamente nos minutos seguintes ainda está sendo investigado pela polícia local. Porém, as dezenas de mortos já confirmados pelas autoridades não deixam dúvida: houve uma sucessão grotesca de infrações às normas de segurança contra incêndio e pânico existentes.


Em que pese tais normas possuírem certa margem de variação mundo afora, como acontece até mesmo entre estados brasileiros, há critérios de segurança tão elementares que se tornam universais. “Saídas de emergência devidamente sinalizadas e totalmente desobstruídas são algo tão importante numa situação de pânico que não dá nem pra cogitar a possibilidade de ignorar qualquer uma dessas exigências”, explica o coronel Luís Eduardo Soares Holanda, coordenador de atividades técnicas do CBMCE.


Na prática, porém, foi o que aconteceu: em uma das salas de cinema abarrotadas de espectadores, as saídas de emergência estavam não apenas obstruídas, mas trancadas. Pelo que se levantou até agora, ninguém conseguiu escapar daquele ambiente.


As vítimas que sobreviveram, por estarem em outras partes do andar incendiado, relatam ainda que a escuridão era total – caracterizando falta de iluminação de emergência – e que não se ouviu nenhum alarme indicando a presença do fogo.


Vários responsáveis pelo empreendimento foram presos preventivamente.



Ceará


Por aqui, a fiscalização do Corpo de Bombeiros sobre espaços de entretenimento que envolvem grande aglomeração de pessoas é rigorosa. “Nós temos um cuidado especial com os cinemas, hoje sempre inseridos em ambientes de shopping. Todos os estabelecimentos deste tipo em funcionamento no estado são vistoriados regularmente para garantir que as medidas de segurança sejam atendidas”, relata o coronel Holanda.


De acordo com a legislação estadual, saídas de emergência com barra antipânico (que fazem a porta abrir para fora com um simples toque), extintores devidamente sinalizados, iluminação e sinalização de emergência, bem como brigadas de incêndio, são fatores de segurança obrigatórios em salas de cinema.


Existem hoje 11 complexos de cinema em Fortaleza, além dos que se encontram esparsos pela Região Metropolitana e pelo interior do estado, nos municípios de Maracanaú, Maranguape, Quixadá, Sobral, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte e Aracati.


"Quando se chega a um ambiente como o cinema, é muito importante procurar identificar de cara as saídas de emergência e, se possível, verificar se elas estão desobstruídas, testando a abertura das portas com um toque leve para baixo na barra antipânico. Qualquer irregularidade a esse respeito deve ser comunicada imediatamente à Coordenadoria de Atividades Técnicas do Corpo de Bombeiros, para que possamos tomar as medidas cabíveis com a maior brevidade possível", explica o coronel.

 

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